sexta-feira, 31 de julho de 2026

Liderança Generativa | Criando os futuros desejados

Voltando aos paradoxos da liderança, nesse artigo conecto a tensão “tático x visionário”, com a prática da Liderança Generativa, rumo aos cenários desejados.  

Às vezes a gente quer um resultado, mas sem perceber, trabalha com afinco para outro. Já vi muitos líderes com muito boa intenção, adotando estratégias que não funcionavam para atingir determinados objetivos.

Você pode gerar um ambiente que seja como um solo favorável ao florescimento das pessoas, ou a um terreno árido, onde nada pode nascer e muito menos florescer. Essa analogia serve para pessoas, negócios e todo tipo de relação.

Entre o desejado e o realizado, há um processo e para navegar os desafios dessa caminhada rumo ao alcance dos resultados, é preciso estar presente, consciente, agindo de forma adequada a cada cenário ou situação.

No artigo Every Leader Needs to Navigate These 7 Tensions, da HBR, a tensão 3, mostra o que quero focar nesse texto.

Aprendemos pela abordagem tradicional de liderança que é esperado da pessoa nessa posição, clareza operacional e planos bem definidos. Mas a abordagem emergente sugere o seguinte:

“Os líderes precisam de uma visão clara de onde querem chegar, sem necessariamente precisar de um roteiro concreto sobre como chegar lá. Se essa tensão não for gerenciada com sabedoria, os líderes correm o risco de não oferecer uma bússola para os membros de suas equipes. Por outro lado, se não estiverem ancorados na realidade, podem propor metas grandiosas, irreais ou intangíveis.”

Quando a liderança está consciente sobre si mesma, possui autoconhecimento, conhece suas forças, seus pontos de melhoria, percebe sua interação com o time, a reverberação das suas ações no processo, sabe ler o contexto - inclusive a paisagem emocional da equipe, fica muito mais fácil administrar essa tensão.

Será possível avaliar com precisão, quando é preciso ser mais diretivo, assim como quando pode soltar a corda e estimular o time a seguir da maneira como lhes parece interessante seguir rumo ao alcance dos objetivos coletivos.

“Vas Narasimhan, CEO da Novartis AG, acredita que a análise preditiva e a inteligência artificial irão revolucionar o setor de saúde. Por isso, ele investiu significativamente em IA e desafiou diferentes áreas da organização a encontrarem suas próprias formas de implementar a tecnologia. A maioria das equipes recebeu bem a iniciativa, mas Narasimhan percebeu que elas frequentemente tinham dificuldade em vincular a IA ao seu trabalho diário.

Assim, ele dedicou atenção especial aos processos cotidianos necessários para permitir que essas "iniciativas mais ousadas e de maior alcance" gerassem resultados para a gigante farmacêutica(...)”  Every leader needs to navigate these 7 tensions | HBR

Para concluir, quero compartilhar com vocês, minha experiência quando eu, minha cunhada e minha sobrinha imaginamos essa foto:



Até que essa foto fosse possível, a gente caiu um monte de vezes – literalmente. Algumas mais dramáticas (eu) rolaram pela areia, rimos, mas não desistimos.

Meu padrasto então, o fotógrafo, estava decidido a tirar a foto que desejávamos. Acho que tirou pelo menos, umas 20 fotos, até chegarmos nessa.

💡Agora, vamos relacionar essa experiência com o mundo corporativo, a liderança em especial.

Quantas vezes você como líder, imaginou a cena, mas não chegou a conseguir tirar a foto?

.   * Pode ter faltado engajamento, inclusive o seu.

.   * Pode ser que no primeiro tombo, as pessoas tenham percebido que erros não seriam permitidos.

.   * Pode ser que a paisagem emocional do time e o pano de fundo da companhia não fossem favoráveis.

Aonde eu quero chegar?

Ao fato de que as lideranças precisam compreender muito bem o solo onde as possibilidades são criadas. Em alguns momentos, será necessário adubar, acompanhar de perto, em outros, dadas as condições favoráveis, a plantação poderá avançar, crescer e logo virá a colheita.

Precisamos de práticas de gestão mais adaptativas, responsáveis e eficazes especialmente em ambientes marcados por complexidade, ambiguidade e alta exigência cognitiva.

Nesse tipo de condução, utiliza-se muito mais hipóteses do que certezas, necessita-se de uma ampla capacidade de visão e conexão com o time, com a companhia, com o mercado e o mundo.

Esse foi inclusive um dos motivos que me levou a criar o curso Neurolíder em 2024. As lideranças precisam saber mais sobre o funcionamento do cérebro e como ele influencia o comportamento, as emoções e as funções cognitivas.

Quando você compreende esse “chefe” que comanda tudo, você se torna uma liderança mais atenta, conectada com as pessoas e os ambientes, de forma que você se torna capaz não só ler paisagens emocionais, como tomar melhores decisões a partir de uma visão mais ampla sobre o funcionamento humano e os panos de fundo que favorecem ou dificultam o alcance dos objetivos coletivos.

A neurociência aplicada à liderança, é uma das disciplinas que utilizo para formar “Lideranças Generativas.”

Liderança Generativa é sobre como podemos trabalhar dia após dia para participar da criação de novas circunstâncias e de novas realidades" Jaworski

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💡E se você ainda não entendeu a imagem que ilustra o artigo, ;) as carpas são símbolos de prosperidade, longevidade e fertilidade. E por isso, eu as associei à Liderança Generativa.

 

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