"Seja realista, seja corajoso, seja fiel a sua natureza e confie nos outros. Faça o bem em plena luz do dia e não se envergonhe de sua generosidade."
Rutger Bregman
Um cãozinho brutalmente torturado por adolescentes, o caso
Epstein envolvendo crimes sexuais praticados contra menores por décadas, o pai
que matou os filhos e se matou em seguida, devido a uma frustração pessoal. Antes
disso, uma mulher atropelada e arrastada por quase um quilômetro pelo
ex-namorado. Antes ainda, outros casos horrendos como de Gisele Pelicot.
Sabe, tem horas que eu também queria “não tomar conhecimento
de nada disso”, não ter notícias. Mas elas estão aí e são da minha conta e da
sua também.
A propósito, outro dia, eu fiz esse comentário aqui depois
de ler um post muito interessante da
Juliana
Proserpio, sua provocação é tão importante! Eu venho me questionando
muito sobre diversas "normalizações", que não são nada normais para
mim e talvez para muita gente. Nos últimos anos, mudei diversos hábitos e
inclusive você me provocou a escrever sobre isso. Farei. Porque é justamente
sobre o que me deixa mais consciente, mais conectada ao que importa na minha
vida. E talvez faça sentido para outras pessoas também. Acredito que coisas
como o caso Epstein e outras que vêm se escancarando aos nossos olhos e
corações, devem provocar reflexões e mudanças íntimas também. Afinal, a gente
não passa por essas histórias (ou não deveria, penso eu) sem se indignar e se
transformar, impactando na medida do possível, o nosso entorno. Obrigada!
Se você tiver curiosidade (espero que tenha), dê uma olhada
no post dela:
Ps: Esse não é o artigo que prometi no comentário. Ele virá
em breve...
Antes de continuar, quero lembrar de outro crime gravíssimo,
esse, há dez anos, também cometido por adolescentes:
“Há dez anos, Portugal despertava para a crua realidade da
intolerância e do ódio contra os homossexuais. O assassinato de uma transexual
no Porto chocava a sociedade. Agredida e violada sistematicamente por 14
adolescentes durante dias, seu corpo foi encontrado no fundo de um poço de 15
metros. A vítima: Gisberta Salce Junior, uma imigrante brasileira de 45 anos.”
Fonte
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160218_brasileira_lgbt_portugal_mf
O mal existe. E sinceramente, não acredito em um mundo
perfeito, sem crimes e sem dor. Mas, há um limite aqui, que precisamos colocar
e uma responsabilidade que precisamos assumir: não pactuar com a violência, com
a impunidade e com a normalização dos absurdos.
Quando eu disse lá em cima, comentando o post da Juliana –
que a gente não passa por essas histórias (ou não deveria, penso eu) sem se
indignar e se transformar, impactando na medida do possível, o nosso entorno, estava
e estou falando sobre avaliarmos continuamente e com muita maturidade, de que
forma, através das nossas ações ou ( a falta delas), estamos estimulando ou
sendo coniventes com situações que dificultam a ampliação da consciência, que
propagam a violência – seja ela de que tipo for.
Se fizer sentido, comece por si mesma(o), reflita:
Como você tem lidado com a sua própria vida, saúde, lazer,
seus interesses, compromissos cotidianos, trabalho, planos para o futuro? Você
está atento(a) ao que está fazendo para si mesmo(a)?
Se a gente não começa por aí, não é possível enxergar o que
está acontecendo ao redor com clareza. Se eu não vejo os absurdos que eu tolero
ou pratico, contra mim mesma e os meus, não posso olhar “para fora” com
clareza.
Quantas vezes eu já estive diante de pessoas e você
provavelmente também, que não tinham a menor noção de que aquilo que elas
criticavam, elas também faziam em maior ou menor grau.
Ou: quantas pessoas, por já terem sofrido muito, entendem
que qualquer sofrimento é pouco, ou insistem que “a vida é dura mesmo” então as
pessoas, a sociedade, estão sujeitas ao mal sem remédio.
Certa vez, uma ex-cliente fez o seguinte relato:
“Quando eu entrei na empresa, eu nunca tinha fumado na vida.
Lá eu comecei a fumar. Só com o tempo eu percebi que o cigarro era a única
atitude aceitável para parar um pouco. E a gente nunca parava – apenas para
fumar. Era comum eu não estar disponível para ninguém – nem mesmo para mim, durante
o tempo que trabalhei lá. E todo mundo agia de forma tão natural – o cigarro, o
fumódromo, a falta de tempo para cuidar da saúde, de si, da família, das
relações, que eu comecei a achar que eu estava com frescura. Porque como
diziam por lá, a vida corporativa (especialmente nesse segmento) é assim mesmo.”
Eu sei, esse é um caso extremo, mas saiba que eu ouço
relatos parecidos com mais frequência do que eu gostaria. Nessa altura, você
também pode pensar: “Mas Cynara, como isso se conecta com os casos que você expõe
aqui?”
Eu respondo: negligência, abusos, violência...
Meu convite hoje, é para que você sendo líder ou não, olhe
bem, por exemplo para a sua organização e comece a questionar: como a minha
empresa tem olhado para os problemas dentro da companhia e da nossa sociedade?
Como eu, como líder, como colaborador, como indivíduo, tenho olhado e atuado
diante de tudo isso? Fecho os olhos e finjo que não é comigo, ou me
responsabilizo pela parte que me cabe?
É certo, nem eu, nem você, cometemos nenhum dos crimes que
eu trago aqui. Mas, como indivíduos e como membros dessa sociedade, como temos
atuado para não naturalizar e assim, perpetuar absurdos?
Confesso que as vezes eu tenho sido a “chata” que não aceita
determinadas “brincadeiras”, que expressa e sustenta opiniões contrárias a
maioria, que traz verdades “inconvenientes” para a mesa. E isso não é fácil.
Mas vou continuar.
Vamos pensar sobre tudo aquilo que a gente naturalizou, mas
que não é natural. Em casa, no trabalho, nas reuniões com amigos, enfim, em
todos os lugares?
Vamos refletir sobre as dinâmicas de poder e influência na
nossa sociedade e no mundo?
Todos podemos concordar que o “Caso Epstein”, não é um crime
isolado, mas um fenômeno social envolvendo abuso de poder, manipulação, falhas
institucionais e um silêncio também criminoso, por parte de muitas pessoas.
Vamos refletir sobre as emoções reprimidas e o adoecimento
que advém dessa atitude?
A propósito, recentemente,
realizei uma live com o Gab Piumbato, que faz parte do ciclo de conversas que
chamamos de “Mapa de dores contemporâneas.” Nesta, tratamos sobre o “burnout”,
discutindo especialmente sobre os “heróis” que pretendem salvar o mundo e se
aniquilam nesse processo. Se você perdeu a live, não deixe de assistir.
https://www.youtube.com/live/hwunxFOitZU?si=LMrnojpPRUdfX03i
Bem, minha querida ou querido leitor(a), tem muitas coisas
ruins acontecendo, mas não é só isso, não é mesmo? Ainda bem!
Para concluir, deixo boas notícias e o meu desejo que essa
tenha sido uma boa leitura para você!
Que no seu processo de desenvolvimento, você tenha sempre em
mente: você, os outros e o mundo são impactados cada vez que você dá um passo à
frente na ampliação da sua consciência e do seu desenvolvimento como ser
humano.
Obrigada por estar aqui!
Boas notícias:
Polilaminina - Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade
Federal do Rio de Janeiro.
Araras Azuis – nasce uma esperança
Investimento global em transição energética atingiu recorde de
2,3 trilhões em 2025 (aumento de 8% em relação a 2024)
🧠 Psicóloga, mentora de
líderes e docente em educação corporativa.
🧠Apoio profissionais a
alcançarem um estado mental otimizado, integrando diferentes aspectos da
inteligência para adquirir um nível elevado de autoconsciência, adaptabilidade
e eficácia, utilizando seus recursos para evoluir para novas formas de
liderança, sendo capazes de desenvolver melhores relacionamentos, explorar o
ambiente de negócios identificando possibilidades e riscos, gerando ações e
soluções se valendo de um novo alcance mental.
Acumulando experiências com
grandes grupos educacionais como Ibmec e Insper, já atendi companhias de
diversos portes e segmentos através da Panta Rei e Consultorias Parceiras, em
programas de desenvolvimento de liderança como: ArcelorMittal, Magnesita,
Piracanjuba, Master Drilling Brasil, Celeo Energia, Galderma, Constance,
Sisprime, Syngenta, Grupo Tauá, Grupo Tenda, Localiza, Unique Garden,
Eurofarma, Viemar Automotive, Rocontec, Soufflet Malt, entre outras.
Om
Ganapataye Namaha
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